Bastidores 020: Os laços familiares de A Casa Holandesa

O livro

A Casa Holandesa, de Ann Patchett

A família é a fonte de nossas primeiras histórias — das mais banais às mais intrincadas, das perversas às mais inusitadas. Por isso, escrever sobre o tema é tão difícil: o que resta a ser dito e contado quando o fio condutor da obra é a decadência de um núcleo familiar? Ann Patchett nos mostra que, não importa quantos livros, filmes e músicas a esse respeito já tenham sido criados, ainda há muito a se imaginar sobre o assunto.

A estrutura é simples: mãe, pai, um casal de filhos, uma casa grande e suntuosa, duas empregadas domésticas, uma babá. Um conjunto de pessoas e papéis que poderiam se reproduzir ao infinito e que, no entanto, não o fazem. Ann Patchett faz uso desses lugares para conduzir o leitor por um universo de rancores e afetos, embora conhecidos e relacionáveis, de maneira totalmente nova, como se ouvíssemos pela primeira vez sobre a dissolução de uma família, sobre filhos e pais que não se entendem, sobre mágoas imperdoáveis, dinheiro perdido e abandono.

Em A Casa Holandesa, acompanhamos a jornada de dois irmãos após serem expulsos de casa pela madrasta. Ainda jovens, Danny e Maeve Conroy se veem jogados à própria sorte e logo descobrem que só podem contar um com o outro. A casa em que cresceram, lar de suas melhores e piores memórias, agora é observada a distância em visitas regulares ao bairro. É através das lembranças desses personagens que o leitor será conduzido pelos eventos que provocaram o colapso da família.

É o fio gasto entre esses personagens que nos prende aos Conroy, seres imperfeitos que se amam de um jeito difícil de entender. São os sentimentos suscitados por eles o que faz de A Casa Holandesa uma leitura especial ― ela provoca em nós uma mistura de raiva, pena e admiração por essas pessoas criadas por Patchett, tão parecidas e tão diferentes de tantos outros personagens. Parecidas porque são humanas, e diferentes pelo mesmo motivo. Uma coleção de imagens difíceis de serem apagadas da cabeça. Uma história que pode não ser a nossa, mas, ao mesmo tempo, é a de todos nós.

 

A revista

 

Retrato de Maeve, por Noah Saterstrom. Produzido pelo artista a pedido da autora Ann Patchett, a partir das páginas de A Casa Holandesa.

O livro que inspira a revista intrínsecos 020 toca em temas importantes como maternidade e abandono enquanto forja, ao longo do amadurecimento de Maeve e Danny, um dos relacionamentos fraternos mais bonitos que você verá descrito em um livro.

Dos dois, da casa, dos habitantes que por ela passam e suas histórias surgiram os argumentos para o artigo de Karin Hueck sobre madrastas e contos de fada e a crônica inédita de Julia Wähmann, “Uma xícara de açúcar”.

Do ofício da autora Ann Patchett, que também é livreira, e de sua paixão por arte, surgiram os convites para que a ex-editora Martha Ribas nos contasse a história da abertura de sua livraria independente, a Janela, e para Vivian Villanova , uma das curadoras da última Bienal de Arte Contemporânea de Curitiba e criadora do canal de arte e cultura ViviEuVi, no Youtube, investigar a gênese de um retrato a óleo que é parte especial do livro que você vai ler.

Nas artes de Felipe Freitas, no começo, meio e fim da revista, perspectivas diferentes de um dos mais importantes personagens da trama: a Casa Holandesa.

 

Marcador e postal colecionável

O cartão-postal revela a arte de capa da obra que chegará às livrarias pelo menos 45 dias após a caixa do clube ser enviada para os assinantes, em uma edição diferente, sem o acabamento especial da edição do intrínsecos.

 

O brinde

Em maio, mergulhamos profundamente na casa quase mitológica da história. A construção, apesar de ser descrita em detalhes, evoca imagens e sentimentos distintos em cada leitor. Foi pensando nisso e na procura dos personagens por um lar, que decidimos enviar uma capa de almofada como brinde do mês.

A estampa apresenta um detalhe comentado na história e reproduzido na capa do livro que chegará às lojas. Assim, os assinantes terão um pedacinho da Casa Holandesa em seu próprio lar.

 

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