Retrospectiva do clube intrínsecos 2021

 

Foto: Alexandra Karmirian

O ano está indo embora e o clube intrínsecos vai relembrar os livros que fizeram a alegria dos leitores em 2021. Foram 12 livros, 4.784 páginas e muitas histórias inesquecíveis ao longo deste ano, em que os livros foram nossos amigos, aliados e porto seguro. Refletimos, choramos, vibramos, demos gargalhadas e rimos de nervoso acompanhando a vida dos personagens que estiveram conosco em 2021.

Vem matar a saudade dos livros enviados e não se esqueça de falar qual foi o seu favorito. 

Janeiro – A família Mandible, de Lionel Shriver

 

Uma distopia que deixou todo mundo arrepiado.

Em A família Mandible: 2029-2047, Shriver narra os percalços de um típico clã norte-americano moderno e, como a guia experiente de um safári humano, conduz o leitor por detalhes muito íntimos da psique de seus personagens. Ambientada em um futuro que já se vê dobrando a esquina, a saga dos Mandible é o retrato de um apocalipse menos catastrófico, mas igualmente perturbador: a completa ruína do sistema financeiro. 

Fevereiro – A lista de convidados, de Lucy Foley

 Thriller que ganhou nosso coração + um dos brindes MAIS amados do ano.

Eleito um dos melhores thrillers de 2020 pelo The New York Times, A lista de convidados é a mais recente obra de Lucy Foley — conhecida de longa data dos assinantes do clube por causar taquicardia em A última festa, livro enviado na caixa de dezembro de 2019. Neste novo suspense com clima de série de TV, Lucy Foley se firma como uma das mais primorosas criadoras de sustos da literatura.

Março – A metade perdida, de Brit Bennett

Essencial para debatermos o conceito de colorismo e seus efeitos silenciosos e violentos.

Na caixa de março, os intrínsecos conheceram as irmãs Desiree e Stella Vignes, gêmeas idênticas que moram na pequena Mallard, uma comunidade negra no sul dos Estados Unidos obcecada por gerações de habitantes com a pele cada vez mais clara. Quando, aos 16 anos, ambas fogem de casa, não imaginam como essa decisão afetará para sempre a vida delas e seus relacionamentos.

Abril – O Clube do Crime das Quintas-Feiras, de Richard Osman

O livro que fez o nosso risômetro explodir!

Toda quinta, em um retiro para aposenta­dos no sudeste da Inglaterra, quatro ido­sos se reúnem para — segundo consta na agenda da sala de reunião — discutir ópera japonesa. Mas não é bem isso que acontece ali dentro. Elizabeth, Ibrahim, Joyce e Ron usam o horário para debater casos policiais antigos sem solução, confiantes de que po­dem trazer justiça às vítimas e encontrar os responsáveis por algumas daquelas atroci­dades do passado.

Maio – Nossa parte de noite, de Mariana Enriquez

Deixou todos encantados em  literatura latino-americana.

O terror sobrenatural se mistura com terrores bem reais neste romance perturbador e deslumbrante, que narra a história de como um pai tenta proteger seu filho da terrível herança de tornar-se médium de uma seita cruel.  Com casas cujos interiores sofrem mutações, passagens que escondem monstros inimagináveis, rituais com sacrifícios humanos que envolvem êxtase e dor, andanças na Londres psicodélica dos anos 1960, fetiche por pálpebras humanas e liturgias sexuais enigmáticas, Mariana Enriquez mostra por que é uma das vozes mais aclamadas da literatura contemporânea.

Junho – Susan não quer saber do amor, de Sarah Haywood

Vimos na prática que perder o controle às vezes é a  melhor opção.

Ao mesmo tempo uma lufada de ar fresco e um abraço bem apertado, a obra de estreia de Sarah Haywood presenteia o leitor com uma personagem inesquecível, tão irritante quanto carismática. Com graça e leveza, Susan não quer saber do amor explora o eterno dilema: vale tentar controlar tudo mesmo sabendo que vai falhar?

Julho – Hamnet, de Maggie O’Farrell

Obra contemporânea que já nasceu clássica! Foi amor à primeira página.

Poucas informações sobre a biografia de William Shakespeare resistiram ao tempo. Filho de um luveiro caído em desgraça de Stratford-upon-Avon, uma pequena cidade da Inglaterra, casou-se com uma mulher mais velha, detentora de um generoso dote. Tiveram uma filha e um casal de gêmeos, em um matrimônio marcado pela distância imposta por seu ofício.

É a partir dessas referências que Maggie O’Farrell cria magistralmente a trama protagonizada por Agnes, uma mulher excêntrica e selvagem que costumava caminhar pela propriedade da família com seu falcão pousado na luva e tinha dons extraordinários, como prever o futuro, ler pessoas e curá-las com poções e plantas.

Agosto – A outra garota negra, de Zakiya Dalila Harris

Ampliou nosso olhar  sobre o racismo velado no ambiente de trabalho.

Uma mistura de Corra! e O Diabo Veste Prada, A outra garota negra une elementos de suspense a questões como privilégio, raça e gênero, criando um relato instigante sobre as dinâmicas de poder em uma estrutura social dominada por brancos. 

Setembro – Forward, de Blake Crouch, N. K. Jemisin, Veronica Roth, Amor Towles, Paul Tremblay e Andy Weir

Com um mix de narrativas diferentes, a coletânea de ficção científica deu um nó na nossa cabeça!

Para alguns, a tecnologia é o prenúncio do fim do mundo. Para outros, é apenas o começo de uma nova era. Renomado escritor de ficção científica, autor dos best-sellers Matéria escura e Recursão, Blake Crouch convidou grandes nomes da literatura contemporânea para traçar histórias audaciosas que mergulham nos desdobramentos que os avanços tecnológicos acarretam à humanidade.

Outubro – A história de Shuggie Bain, de Douglas Stuart

Ganhador do Booker Prize que fez muita (mas muita!) gente se emocionar.

Glasgow, 1981. A cidade está morrendo. A pobreza, aumentando. A esperança, desaparecendo. Agnes Bain sempre esperou por mais. Ela sonhava com coisas grandiosas: uma casa com entrada particular, uma vida confortável. Quando seu segundo marido, um taxista mulherengo, sai de casa, ela e os três filhos se veem presos em uma cidade mineradora dizimada pela política da então primeira-ministra, Margaret Thatcher. Enquanto Agnes se entrega cada vez mais ao álcool em busca de conforto, seus filhos tentam salvá-la. Porém, um a um, vão desistindo porque precisam salvar a si mesmos.

Novembro – O Palácio de Papel, de Miranda Cowley Heller

História sobre escolhas que nos prendeu até a última página.

Em uma manhã perfeita das férias de verão, na propriedade construída em Cape Cod por seu avô, é com certo saudosismo que Elle Bishop absorve cada detalhe ao seu redor. A mesa de jantar da noite anterior — quando ela transou com o amigo de infância na escuridão do jardim enquanto os respectivos cônjuges conversavam na sala — ainda está posta. Em 24 horas, Elle terá de escolher entre esse homem e o marido.

Dezembro – Na estrada com o ex, de Beth O’Leary

Comédia romântica com tudo o que a gente gosta: personagens engraçados, diálogos inteligentes e perrengues.

No livro, acompanhamos dois ex-namorados que são obrigados a fazer uma viagem de carro juntos. Addie e sua irmã estão prestes a embarcar em uma épica viagem para o casamento de uma amiga na parte rural da Escócia. Elas já planejaram tudo para a aventura: desde a playlist até os lanches. Mas, não muito tempo depois de partirem, o carro delas sofre uma batida. E o motorista é ninguém menos que o ex-namorado de Addie, Dylan, que ela tem evitado desde o término traumático, quase dois anos atrás.

Escreva nos comentários qual caixinha foi a mais especial para você. Vamos adorar saber.

Nos vemos em 2022 com muitas outras histórias!

Um comentário sobre “Retrospectiva do clube intrínsecos 2021

  1. A lista de convidados;
    O clube do crime das quintas-feiras;
    Nossa parte de noite;
    A história de Shuggie Bain. 📚❤️ Amei todos os outros tbm, participar do Clube é uma experiência sem igual na minha vida. Não largo nunca mais!!!

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