Bastidores 028: O futuro distópico de Lionel Shriver

O livro 

A família Mandible, de Lionel Shriver 

O ano é 2029. A China enfim é alçada ao posto de maior potência global e o longo período de prosperidade dos Estados Unidos chega ao fim quando, da noite para o dia, o dólar despenca e o mercado internacional institui uma nova moeda para substituí-lo: o bancor. Rapidamente, a ex-superpotência da América do Norte se transforma em pária internacional quando o governo se recusa a adotar a nova moeda, declara calote às dívidas internas e externas e confisca todas as reservas de ouro do país, incluindo as alianças dos cidadãos.

Nesse futuro próximo e devastador, no qual todos precisarão lutar pela sobrevivência — até mesmo os ricos —, acompanhamos as quatro gerações da família Mandible. Outrora dona de uma grande fortuna, eles veem sua herança ser mastigada pela crise econômica, que traz a reboque a falência quase total de instituições e valores morais. 

Enquanto desemprego e hiperinflação atingem níveis estratosféricos, Florence Mandible se vê forçada a abrir as portas de sua casa sem luxos no Brooklyn para parentes que, assim como ela, ainda não podem contar com a herança retida do patriarca Douglas Mandible, de 97 anos. Em pouco tempo, Florence se torna responsável pela administração de um ecossistema familiar muito frágil, suscetível às mais dramáticas pulsões da natureza humana, como furto, alcoolismo e abandono de incapazes.

Com sarcasmo, acidez e inteligência, o novo livro da autora de Precisamos falar sobre o Kevin constrói uma saga distópica em que a fragilidade da economia e a agressividade de um sistema capitalista são os grandes vilões. Uma história assustadoramente plausível e irresistível.

 

Revista intrínsecos

Abrindo a revista 028, a jornalista e escritora Barbara Gancia constrói uma crônica humorada e crítica sobre o falido Sr. Bainguella, imaginando um Brasil devastado, baseado em fatos que poderiam ser bastante reais. 

Se no futuro criado por Shriver todos os campos artísticos foram extintos ou são considerados excentricidades fúteis, o escritor Samir Machado de Machado faz questão de relembrar a importância da cultura na construção da identidade nacional e os riscos que corremos quando ela é ameaçada. 

Barras de ouro valem mais do que dinheiro? É o que descobriremos no artigo do jornalista Sandro Carneiro. Hana Luzia abre e fecha a revista com ilustrações belíssimas do objeto central de A família Mandible

Por fim, o jornalista Claudio Leal, que também assina um perfil de Lionel Shriver, lista algumas célebres (e complicadas) famílias da literatura.

 

Marcador e cartão-postal colecionável

O marcador e o cartão-postal revelam a arte da capa da edição que chegará às livrarias pelo menos 45 dias após ser enviada no clube, em um formato diferente, sem o acabamento especial da edição do intrínsecos.

 

Brinde

Para começar o ano com estilo, o brinde da caixa de janeiro foi um calendário de 2021 e planners mensais e semanais para ajudar na organização da sua rotina! 

Celebrando a nova etapa, também enviamos duas cartinhas: a primeira, uma mensagem vinda do futuro preparando os leitores para os desafios retratados na obra; e a segunda, um agradecimento a todos que estiveram ao nosso lado nos últimos meses. <3 

 

intrínsecos digital

Além da revista, os assinantes também têm acesso a conteúdos extras exclusivos sobre a obra do mês no espaço intrínsecos digital. Em janeiro, para ajudar o leitor a se familiarizar com  os personagens, disponibilizamos uma árvore genealógica das quatro gerações da família Mandible. 

Já o jornalista João Lourenço investiga os temas polêmicos e espinhosos da autora em um artigo exclusivo, e a autora, Lionel Shriver, apresenta sua obra para os intrínsecos em um vídeo especial. 

 

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