Bastidores 025: Pachinko e a história de imigrantes coreanos no Japão

Livro

Pachinko, de Min Jin Lee

 

“A história falhou conosco, mas não importa.” Já na frase de abertura, Pachinko, livro enviado em outubro para os assinantes do clube intrínsecos, sintetiza o propósito de suas mais de 500 páginas: narrar a saga de uma família de imigrantes que, mesmo vítimas de inúmeras injustiças, lutaram por espaço em uma sociedade que os rejeita.

Em uma miríade de personagens multifacetados, a figura central da obra é Sunja, uma adolescente coreana que, no início dos anos 1900, engravida de um misterioso forasteiro e tem a honra salva pela bondade de um pastor que está de passagem pelo vilarejo onde mora. Para deixar o passado para trás e em busca de uma vida melhor, os dois se casam e se mudam para o Japão, um país próspero, mas que trata imigrantes coreanos com hostilidade.

Mas isso é apenas a ponta do iceberg. Ao longo de quase um século, acompanhamos as trajetórias de Sunja, seus familiares, descendentes e amigos, que, juntos, apresentam várias perspectivas sobre a cultura, os costumes, a religião e as guerras em que o Japão se envolveu no século XX. Os salões de pachinko ― o jogo de caça-níqueis onipresente em todo o país ― são o ponto de convergência das preocupações centrais da história: identidade, pátria e pertencimento.

Mesmo sendo ambientado do outro lado do mundo, Pachinko é uma narrativa de temática universal sobre grupos minoritários que lutam por espaço e são obrigados a conviver diariamente com o preconceito. Para dar vida à história, Min Jin Lee entrevistou coreanos residentes no Japão e assim sua narrativa, embora ficcionalizada, construiu um retrato real da experiência de pessoas que sofrem os efeitos da discriminação em diversos âmbitos da vida.

Pachinko foi eleito um dos 10 Livros do Ano de 2017 pela Time e pelo The New York Times e foi finalista do National Book Award. Também teve os direitos de adaptação comprados pela Apple para uma série de TV de oito episódios, que contará com Lee Min-ho (Boys Over Flowers, The Heirs), Jin Ha (Devs, Love Life), Anna Sawai (Velozes e Furiosos 9, Giri/Haji), Minha Kim (Call, After Spring), Soji Arai (Cobra Kai, Legacies) e Kaho Minami (Angel Dust, Household X) no elenco.

 

 

Revista

Livros são instrumentos tão poderosos que nos transportam, levam até outros lugares, outras culturas, nos apresentam o que não conhecíamos. Min Jin Lee, autora de Pachinko, nos dá um exemplo gigantesco desse poder.

Na esteira da saga de uma mulher que assume as rédeas da própria vida e de seus descendentes, coreanos vivendo no Japão, a revista 025 visita a história dos dois países, montando um breve panorama dos últimos dois séculos em textos do professor Ulisses Martins e da antropóloga Renata Phang.

Ao falar de Coreia, o efervescente k-pop não poderia ficar de fora, e Nathan Fernandes conta um pouco sobre essa invasão musical que tomou o mundo de assalto. Por fim, somos apresentados ao pachinko, o jogo que é febre no Japão e dá nome ao romance do mês ― tema também das contagiantes ilustrações de Diogo Torres.

 

Marcador e cartão-postal

O marcador e o cartão-postal revelam a arte da capa da edição que chegará às livrarias a partir do dia 14 de dezembro, em um formato diferente, sem o acabamento especial da edição do intrínsecos.

 

Brinde

Em outubro, enviamos um brinde especial: uma bolsa porta-livro exclusiva, perfeita para proteger e levar a história para onde você for. A estampa inspirada na trama de Pachinko nos transporta para o Japão do século XX e para perto dos personagens.

 

Gostou dessa caixa? Assine o clube intrínsecos e garanta a próxima!

 

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