Bastidores 023: “Adultos” e as desventuras da era digital

O livro 

Adultos, de Emma Jane Unsworth

Quando a tecnologia é parte tão crucial da nossa rotina, fica difícil não se sentir perdido no meio de tantos cliques. Na caixinha de agosto do intrínsecos, dividimos com os leitores uma história que mostra de um jeito bem dinâmico a pressão da vida adulta em meio às telas.

Adultos, de Emma Jane Unsworth, chamou nossa atenção com sua narrativa que faz com que a gente se identifique, ao mesmo tempo que também causa certo medo, ao refletir sobre o que a obsessão tecnológica pode fazer com cada um de nós. 

A história acompanha Jenny McLaine, uma mulher que está longe de se considerar superficial e que aparentemente tem a vida dos sonhos: trabalha para uma revista feminina descolada, tem uma casa própria e namora um fotógrafo famoso. O que as redes sociais não mostram, porém, é como seu cotidiano foi sugado por dramas questionáveis — a legenda ideal, a quantidade certa de emojis em cada comentário, as vidas perfeitas das influenciadoras que stalkeia diariamente.

Perdida em um emaranhado de posts do Instagram e interações no Twitter, Jenny parece não perceber como seus hábitos nas redes parecem ter tomado sua existência por completo. Quando a situação chega a um limite, sua mãe, uma médium pioneira nos traumas da filha, decide intervir.

Em um ritmo frenético, tal qual o caminho de telas e curtidas que percorremos todos os dias, o livro é uma verdadeira comédia agridoce sobre a vida contemporânea e sobre como lidar com as desventuras da era digital. Além disso, faz uma reflexão sobre a busca pela maturidade e as pressões sociais a que as mulheres são submetidas, mostrando que às vezes as respostas para os maiores questionamentos da vida podem estar a bem menos que um google de distância.

 

A revista

Um banquete de redes sociais, na sátira multicolorida do artista alagoano Cristiano Suarez

 

Em Adultos, Emma Jane Unsworth toca de maneira inteligente e afiada em temas extremamente contemporâneos, nos fazendo ponderar sobre uma importante questão: em uma época em que as telas do celular são nosso maior espelho, que tipo de pessoa queremos ver do outro lado?

Na revista intrínsecos 023, pensamos sobre o valor das nossas diferentes personas nas mídias sociais, em um texto da psicoterapeuta e comunicóloga Alana Ancara, e lemos um trecho de Observações sobre um planeta nervoso, livro-depoimento do norte-americano Matt Haig, sobre o gatilho que o tipo errado de conectividade disparou em sua vida.

Em contraponto, a professora Jelena Kecmanovic apresenta pequenas escolhas que podem tornar mais saudável o nosso cotidiano on-line, e Felipe Abilio nos dá motivos para, em tempos de isolamento social, valorizar o que a convivência virtual pode nos trazer de melhor. 

Nas ilustrações de início, meio e fim da revista, a sátira multicolorida do artista Cristiano Suarez.

 

Marcador de páginas e cartão-postal colecionável

O marcador e o cartão-postal revelam a arte de capa da obra que chegará às livrarias pelo menos 45 dias depois do clube, em uma edição diferente, sem o acabamento especial da edição do intrínsecos.

 

O brinde

Para quem é apaixonado por livros, qualquer lugar é perfeito para tirar o exemplar da bolsa e ler algumas páginas. 

Se você é uma das pessoas que lê em qualquer lugar e a qualquer hora, o anel de suporte para leitura, brinde da caixa de agosto, vai facilitar sua missão. 

Nessa caixinha também fizemos algo inédito. Pela primeira vez, enviamos um presente especial para assinantes que estavam no clube há mais de 1 ano, o caderno especial para susperintrínsecos. Essa foi a primeira de muitas novidades que vêm por aí. 😉

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